quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bairro Assombrado (Parte VII)

(Anteriormente:
"E tu?" Perguntei-lhe. "Eu não irei morrer" Riu. "Porque?" "Bem... Eu já estou" Riu alto e forte.)

Por um lado não era estranha a sua afirmação pois o seu aspeto era horrendo e transmitia terror. Mas também nunca pensei que ela estivesse morta na realidade. Ela tem sentimentos. Como pode ela estar morta? Na verdade, nada disto é normal.

No meio daquela confusão todo apareceu uma luz forte que iluminava toda esta sala. Era forte e previ que se olhasse diretamente para o centro de donde vinha esta poderia ficar cega.
Acompanhado desta luz vinham os gritos e ruídos da parte exterior da sala. Cada vez estavam mais altos e mais fortes.
De seguida a luz ficou mais branda e calma conseguindo fazer com que os meus olhos se abrissem, lentamente. Vi de onde vinha a luz. Era da porta. Ela se encontrava aberta e dela saiam Zombies, fantasmas e outras figuras aterradoras que lia nas histórias de ficção quando era mais nova. Estavam todas ali a minha mercê, ou melhor... Eu a deles.
Estavam todos a vir com passos lentos para mim. Eu simplesmente andava para trás o mais lento mas mais rápido possível.
A menina continuava sentada a olhar para à frente sem expressão no rosto. Parecia uma estátua. Parecia que se tinha ido deste mundo e que provavelmente me iria deixar ali morrer. Seria agora mesmo o meu fim?
Senti algo duro e frio a embater contra as minhas costas. "O não" Pensei. Tinha acabo de chocar contra à parede. Tinha um sentimento enorme de deixar cair lágrimas mas nada saia. Já não as tinha. O meu coração estava a mil, sabia que agora era o meu fim. Comecei a olhar para cada
"coisa" que estava quase em cima de mim e depois deslizei o meu olhar para a menina que continuava no mesmo lugar sem piscar os olhos. Semicerrei os olhos e disse devagar e baixinho "Ajuda-me"
Abri os olhos novamente e vi a menina a olhar para mim. Vi ela a levantar-se e a ir ao meu lado. Meteu-se à minha frente e começou a cantar a musica Moon River.
Ela cantava-a com os olhos fechados dizendo palavra por palavra. Os 
 Zombies, fantasmas e as outras figuras aterradoras começaram a ficar mais calmos. Posso dizer que até mesmo o ambiente ficou mais calmo. Não se ouvia nada sem ser a voz dela.
Ela começou a dar passos lentamente ao som da melodia. Acompanhei-a. Eles começaram a abrir caminho para nós em direção à porta.
Parecia que estavam 
enfeitiçados, parecia que agora eles estavam em paz.
Chegamos À porta e ela, fazendo sinais, mandou-me sair. Assim o diz. Logo de seguida ela saio, ainda cantando e fechou a porta.
Parecia que tudo tinha voltado ao normal pois os gritos e ruídos voltaram.
A menina meteu-se à minha frente voltando a percorrer o túnel onde já tínhamos estado antes.
Saímos e demos caras com a casa. Estava destruída. A porta já não existia tal como as janelas e algumas paredes. Todos os objetos que se encontravam foram queimados e destruídos. Parecia que o inferno tinha passado por cá.



(Amanhã publico a parte 8)

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