(Anteriormente:Voltei a festa, e depois foi para a janela da sala. Olhei para a lua e agradeci por aquilo tudo, ter sido só um pesadelo.")
Deixei fixar o meu olhar nela. Hoje, ela, encontrava-se maior e mais bonita. Já à muitos anos que não havia assim. Hoje estava a ser uma noite perfeita, e nunca pensei em ter tantas saudades de casa.
Respirei fundo e voltei para junto das pessoas que se encontravam nesta casa. Mal cheguei à sala, havia uma respiração pesada entre todos. Estavam todos num monte olhando para um canto da sala. Mal dei um passo para a sala todas as cabeças que estavam lá foram voltadas para mim. As pessoas começaram a andar lentamente para mim, fazendo múrmuros que eu não conseguia ouvir.
Eles estavam muito próximos a mim, pareciam autênticos zombies!! Olhei para o canto da sala e ali estava Coraline!
Mas o que se está a passar?!?! Comecei a gritar, o mais alto que pude. Pedi socorro, pedi de tudo, mas nada! NADA! Estava entre eles e a parede. Não me podia defender, pois não tinha como.
Ouvi uma voz fininha a dizer "Adeus Molly." Era ela, ela queria o meu fim, fosse de que maneira fosse.
Já não conseguia ver nada, estavam todos a sufocar-me. Comecei a ter a respiração mais rápida e dei um grito. Abri os olhos.
Olhei ao meu redor e estava com Baco e Coraline. Não tinha passado de um sonho. Eu não voltei a ver os meus pais, eu estou morta. Nunca irei sair deste mundo.
"Finalmente acordaste" disse-me ela.
Olhei para todo o lado e vi que estávamos numa casa no campo. A casa parecia a rajada. Mas eu agora aprendi que não devemos julgar o exterior pelo interior, principalmente nestas bandas, onde tudo não é o que parece ser.
O campo estava arranjado, coisa estranha, mas o sol parecia não existir. Não havia nem sol, nem lua. Estrelas? Um ou duas, mas nada mais.
Fomos caminhando até à casa. Coraline abriu-a e entrou. Baco não cabia, então, com força nos meus ombros, sai de cima dele, e caminhei junto a Coraline.
Por incrível que pareça, a menina má levou-me a uma casa agradável O que ela quer? Isto não me cheira bem, e não estou a falar da casa pois a casa tem um cheiro agradável.
Ela foi até ao fundo da sala onde se encontrava uma janela-porta enorme. Ela abriu-a e chamou Baco. Assim podíamos também conviver com ele.
Ela devia estar a preparar alguma. Nem sorrisos, nem más palavras, nem más ações, uma casa arranjada e cheirosa. Vindo dela isto é estranhíssimo.
(Desculpem por ser SÓ isto, mas não tenho tempo para mais. Amanhã ponho a parte 6)